Das coisas que para mim, perderam a graça

fui tanta coisa nessa vida, que muitas das quais eu abandonei e não sinto falta alguma. Coisas que durante toda adolescência, são fases que tu acha que vão durar para sempre, até tu cair na real e ver que muitas delas não passam de coisas passageiras, que tu ter deixado isso de lado e ser tu mesmo foi a melhor coisa que tu pode ter feito. Dividirei-as em tópicos para que fique mais organizado.

O Metaleiro/O Gótico

Não. Não sou eu na foto

Entre a 8ª série do fundamental e meados do fim do ensino médio, eu me auto entitulava metaleiro, gótico ou qualquer besteira assim. Os ouvidos só queriam saber de Metal e suas vertentes, não entrava nada na minha playlist que não fosse do genêro. Camiseta de banda, AllStar surrado e calça preta, cabelos longos. O mundo era uma merda e eu era mais um rebelde imbecil O mundo me odiava e eu teria que fazer de tudo para ir contra e ele o sistema, o negócio era chamar atenção por onde passar, quem sabe até chocar as pessoas. Ridículo. E se achar um gótico, foi tão ridículo quanto. Usar sobretudo o ano todo, até mesmo debaixo dos 39ºC de Porto Alegre e ter amarguras no coração eram leis, tal como fazer desenhos com o lápis de olho no rosto e isso ser impactante. Na verdade isso é vergonhoso. Com o tempo fui percebendo que eu não precisava me fantasiar de nada para ouvir e gostar dessas músicas, foi aí que o metaleiro e gótico deram lugar ao…

O J-Rocker

E nascia a idolatria pelas músicas japonesas. Joguei Iron Maiden, Rhapsody e afins na sarjeta para quase que louvar tudo que os japoneses produziam no quesito musical. Era praticamente tudo. Música japonesa o dia todo, se sentindo uma autoridade no assunto, defender músicos andrógenos que mais se pareciam belas orientais e a música era boa, fosse pop ou Darkwave, nunca existiu um critério de avaliação muito rigoroso da minha parte por muito tempo. Porém o tempo fui passando e fui ouvir aquilo que realmente me agradava e fazia bem aos ouvidos, aos poucos eu me desligaria desse mundinho de fantasia da música japonesa e ter apenas músicas que eu realmente gostasse, nada de baixar discografias imensas pelo simples fato de ser uma banda japonesa, o senso crítico se fez presente e tirou essa ignorância da minha cabeça, junto com o anseio que eu tinha de sempre estar procurando mais fotos dos artistas para ficar admirando. A tiete morreu;

O Otaku:

Antes mesmo da onda de ser J-Rocker vir a tona, o barato era ler mangás, se desesperar procurando algum anime para baixar, morrer assistindo e depois ir debaaer com os amigos (também otakus) sobre o quão emocionante foi um dado episódio de um anime qualquer. Foi um lapso temporal que eu pareci ter esquecido minhas origens, saudosa época em que lia Batman e Homem Aranha ao som de Helloween, lá pelos meus oito, nove anos. Meus Comics pegavam poeira na prateleira enquanto eu gastava mais com mangás que nem sempre eram lá grande coisa, os lia simplesmente por “ser vindo do Japão”, o mesmo mal das músicas. Mas isso não era o bastante, vieram a ocorrer com mais frequencia os eventos, uma terra sem lei para adolescente sem nada na cabeça se degladiar por uma touca de um personagem besta e mostrar um Cosplay que precisou economizar mesada por meses para poder fazer. Ou não. Felizmente, nunca fui adepto do cosplay, sempre achei gastar dinheiro inutilmente, por mais que eu os admirasse (e ainda admiro). Os anos passaram e os eventos vieram a ser para mim, só um ponto de encontro com alguns amigos, que também pareciam já ter se desligado da idéia, voltei a ler e investir em meus Comics, que sempre foram minha paixão. E mais uma vez, me dei conta que não era preciso nenhum rótulo para que eu gostar dessas coisas, bastava fazer alguma triagem do que presta ou não, ficando quietinho no meu canto sem ser um fã xiita do quer que fosse.

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Pessoas famosas envelhecem tanto quanto as anônimas

…mas parece que só o Terra não sabe disso. Explico. Este que vos fala, abre o Portal e se depara com a notícia

Musa de ‘Top Gun’ surge irreconhecível na Inglaterra

A atriz Kelly McGillis, 52 anos, foi fotografada passeando por Colchester, na Inglaterra, completamente diferente de quando interpretou a namorada de Tom Cruise no filme Top Gun (1986). Seus cabelos loiros cacheados agora são grisalhos e curtos. Kelly também usa óculos de grau e fuma.

E daí? Quantas mulheres de 52 anos são grisalhas? Provavelmente muitas. E quantas dessas tem os cabelos curtos? Outro punhado significativo. E que usam óculos de grau? A grande maioria. E quantas fumam? Algumas delas.

Agora, quero que alguém me conte o que tem de tão surpreendente nesta notícia.

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Top 5 Jogos que Merecem um Remake [8bits-16bits-Arcade]

5 - Boogerman: A Pick and Flick Adventure

Quem não lembra daquele herói de roupa verde e capa vermelha, que para derrotar os inimigos arrotava, peidava ou tirava meleca do nariz e para se passar a fase, tinha de se entrar dentro de um vaso sanitário? Lançado para o Sega Genesis em 1994 e para o Super Nintendo em 1995, muito joguei ele nas minhas tardes ociosas na minha época de moleque na casa dos outros, já que quando criança nunca tive videogame. O remake poderia ter sido feito ainda na época do PSX (ou para o Nintendo GameCube mesmo), um jogo que poderia competir com Crash Bandicot, mas para a minha tristeza, o jogo nunca teve nenhum remake e por anos eu só tinha ele perdido em meio a vagas memórias, até eu descobrir a existência de emuladores e roms;

4 - Top Gear 3000

Por mais que existam inumeros jogos de corrida hoje em dia, que Need For Speed e Gran Turismo tenham sido franquias que deram certo, Top Gear sempre terá seu espaço garantido em minha lista de jogos preferidos de todos os tempos. Não sei se é a música que contagia ou se o jogo em si ou um mix de ambos. Lembro como se fosse hoje da minha euforia em cada corrida ganha, de enterrar os dedos no controle até cansar, a ansiedade para terminar o jogo logo e ver o que tinha adiante. Já naquela época, já se podia mexer em motor e pintura do carro, algo básico comparado ao que se tem hoje em dia, mas ainda assim era empolgante. Um remake no esquecido Dreamcast teria sido muito bem vindo, ainda mais pelo fato de o console possuir inumeros títulos que laurearam o nome do console;

3 - Super Contra

No único videogame que tive durante toda minha infãncia (um já na época defasado Dynavision 4) este foi sem dúvida o jogo que mais tomou meu tempo em frente ao console. Cada fase extensa e um jogo que parecia enorme me enchiam os olhos. Acho que de tanto jogar Metal Slug no fliperama, eu achava a engine dos dois bastante semelhante, então era meio que diversão em dobro, mesmo que naquela época eu não sabia tanto sobre videogame como sei hoje, eu jogava por jogar, ao contrário do que faço hoje. Um remake no PSX seria uma ótima, com direito a tudo que fosse permitido na época, para o meu deleite e de tantos outros fãs da série;

2 - Cadillacs and Dinosaurs

Eis o jogo que mais levava o meu dinheiro o dinheiro dos meus pais, numa época em que fichas no fliperama da cidade onde eu morava, custavam irrisórios R$0,25 cada. Horas de jogatina quase que diárias, gastando (para época) absurdos R$5, cada dia indo mais longe no jogo, até o dia em que consegui chegar aos créditos finais. A emoção tomava conta daquele moleque de nove anos, que não tinha preocupação alguma na vida, que se resumia a assistir Biker Mice From Mars pela manhã, a tarde ir para a escola e depois da aula, ir jogar, tudo isso ocorrendo com grande sincronia. Hoje me assusto pensando nisso. Um remake no PS2 teria sido muito bem vindo, mesmo que fosse com a mesma engine antiga, eu iria ter o prazer de sentir toda aquela nostalgia tomar conta;

1 - Ghouls ‘n Ghosts

Confesso que conheci o jogo um tanto quanto tarde, já na época em que eu dedicava atenção a emuladores. E de quando pus os olhos no jogo e comecei a jogar o mesmo senti aquela mesma empolgação de anos atrás,  quando eu descobria algum jogo novo na fita de seiláeuquantosjogos que eu tinha para meu videogame. Achei a proposta interessante de cara, assim como o jogo também se tornava divertido. Infelizmente é um jogo que caiu no esquecimento. Quisera eu, que a Capcon tivesse posto a mão na consciência e feito um remake de responsa pro PS2…

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O Espetacular Homem Aranha, por Jorge Vercilo

…e Stan Lee esbofeteia a própria face ao saber da existência de tal letra e tal video clipe.

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Histórias Pascais

Poderia ser um domingo de páscoa qualquer. A família reunida naquela mesa grande da casa da vó Geralda, fartura e variedade de comida enchiam os olhos no mesmo compasso que se enchiam canecos de cerveja e adultos alcoolizados pareciam adolescentes aprendendo a beber sem saber direito o que estavam fazendo. Crianças corriam pelo grama molhada, sujando as roupas de domingo para o desespero de qualquer dona de casa.

Vó Geralda mal tinha posto a peça de Matambre assada na mesa quando a festa e a alegria pascal deram lugar a uma briga. Juvenal, cunhado de Matias, casado com Rosaura, gritava exaltado que Matias tinha pego, sem o seu consentimento, as chaves do carro, um Monza 94, já que ele não achava a chave nos bolsos. Matias por sua vez negava tal acusação, dizendo que sequer sabia de chaves e nem que Juvenal tinha um carro. A cena era linda de se ver, Juvenal e Matias rolando no chão, desferindo socos aleatórios, Vó Geralda não sabia o que fazer, estava quase tendo uma crise de asma por ver aqueles marmanjos brigarem, as mulheres enloquecidas só gritavam em volta e as crianças tinham um show particular para assistir. Os outros homens estavam tão bêbados que sequer esboçavam alguma reação, no máximo instigavam os dois a brigaem ainda mais.

No fim das contas, a chave estava no bolso de trás da calça de Juvenal, Matias ficou com um nariz quebrado, Vó Geralda se acalmou. Mas uma coisa é certa. A páscoa foi bem diferente daquilo que todos tinham imaginado.

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